sexta-feira, 16 de junho de 2017

Feijoada: origem do prato e modo de preparo

Origem da feijoada - 

feijoada é um dos pratos típicos mais conhecidos e populares da culinária brasileira. Composta basicamente por feijão preto, diversas partes do porco, linguiça, farinha e o acompanhamento de verduras e legumes, ela é comumente apontada como uma criação culinária dos africanos escravizados que vieram para o Brasil. Mas essa seria a verdadeira origem da nossa querida feijoada?

Prato brasileiro ou "abrasileirado?"
Historiadores e especialistas da culinária indicam que esse tipo de prato composto por diversos tipos de carnes, legumes e verduras seria uma criação milenar. Proveniente possivelmente da área mediterrânica da época do Império Romano, segundo Câmara Cascudo. Pratos similares na cozinha latina seriam o cozido, em Portugal; o cassoulet, na França; a paella, à base de arroz, na Espanha; e a casouela e o bollito misto, na Itália.

Entretanto, a feijoada possui muitas especificidades da enorme culinária brasileira. O feijão preto, é originário da região Sul-Americana. A farinha de mandioca também tem origem americana, sendo adotada como componente básico e fundamental da alimentação pelos africanos e europeus que vieram para o Brasil. 

Um fato muito interessante é que segundo Carlos Alberto Dória, a origem da feijoada estaria no “feijão gordo”, o ensopado da leguminosa acrescido de toucinho e carne seca. A feijoada seria esse “feijão gordo” enriquecido ao extremo, com linguiças, legumes, verduras e carnes de porco.

A inclusão da carne suína levou Câmara Cascudo a questionar se a feijoada seria invenção dos africanos escravizados. Afinal, boa parte dos africanos eram seguidores do islamismo, ou seja, como poderiam ter incluído a carne de porco no prato, já que a religião interdita seu consumo?
O famoso folclorista brasileiro indica que a feijoada como a conhecemos, composta de feijão, carnes, hortaliças e legumes, seria uma combinação criada apenas no século XIX em restaurantes frequentados pela elite escravocrata do Brasil. Sua difusão teria se dado em hotéis e pensões, principalmente a partir do Rio de Janeiro, expandindo por todo o país.
Porém, a propagação da ideia da feijoada como prato nacional seria consequência das ações dos modernistas para construir uma identidade nacional brasileira, segundo Carlos Alberto Dória. A feijoada seria um dos signos da brasilidade, caracterizada pelo tema da antropofagia, da deglutição cultural que permeou a formação da nação brasileira.
Fazendo o prato - 
Ingredientes: 500 g de feijão preto, 500 g de carne-seca, 60 g de orelha de porco, 60 g de rabo de porco, 60 g de pé de porco, 250 g de costelinha de porco, 250 g de lombo de porco, 150 g de paio, 150 g de linguiça portuguesa.
Tempero: 1/2 cebola grande, 1/4 de maço de cebolinha verde, 1 folha de louro, 2 dentes de alho, pimenta do reino a gosto, 1/2 laranja, 30 ml de vodka, 1/4 talo de salsão e sal a gosto.
Modo de preparo: Coloque as carnes de molho por 24 horas ou mais, trocando a água várias vezes. Coloque para cozinhar as carnes duras e em seguida as macias. Ferva as carnes salgadas em peças inteiras, durante mais ou menos 20 minutos em fogo forte, e jogue a água fora, pois nela está todo o excesso de gordura. Quando estiverem todas macias retire-as e coloque o feijão. Finalmente, tempere o feijão e retire toda a gordura que for subindo a superfície durante o cozimento. Após 2 horas, comece a testar o grau de cozimento das carnes.
No link a seguir disponibilizamos em um vídeo uma forma rápida e prática de dessalgar a carne-seca: https://www.youtube.com/watch?v=XBzfg0Ycb9M
Acompanhamentos: Arroz branco, couve, gomos de laranja, bisteca, farofa, torresmo, linguicinha, banana a milanesa e caldinho temperado.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Os Versáteis Salgados

É indiscutível a versatilidade e variedade com a carne seca nos mais diversos pratos, além das inúmeras culturas dentro e fora do Brasil que envolvem esse delicioso ingrediente culinário.

Os que já conhecemos...


Conhecemos inúmeros pratos que contem carne seca em sua composição, mas também sabemos que existem muitos pratos ainda desconhecidos, além de várias novas possibilidades com a carne seca, principalmente na categoria dos prestigiados salgadinhos para festas e confraternizações, onde a variedade e quantidades de receitas são difíceis de mensurar.

Pastelzinho de Carne Seca

Revolução da carne seca!


Atualmente estamos passando por uma grande mudança na culinária para estes salgados, onde durante anos limitavam-se apenas a carne moída ou ao frango, hoje-em-dia tem se utilizado a carne seca para substituir os ingredientes tradicionais dos salgadinhos, e a aceitação para essas novas receitas têm sido enorme.

Bolinho de Abóbora com Carne Seca


Podemos encontrar neste novo leque de salgados, os tipos mais tradicionais utilizando a carne seca para substituir os recheios convencionais, como é o caso da coxinha, por exemplo, onde sempre foi utilizado o frango, mas atualmente tem-se visto muita a utilização da carne seca em seu recheio.

Além da coxinha com carne seca, encontramos Croquete de Carne Seca, Empadas de Carne Seca, Quibe de Carne Seca, Beliscão de Carne Seca, Bolinho de Abóbora com Carne Seca, Bolinho de Aipim Com Carne Seca, Tortinha de Carne Seca, Calzone de Carne Seca, Risole de Carne Seca, Bolinhos Cremosos de Carne Seca, entre outros deliciosos salgados que encontramos nas mais diversas confraternizações.

Torta de Carne Seca


A principal dica com esta postagem é a vantagem com os salgados em relação as ocasiões a servi-los, já que cabem a todas as ocasiões, praticamente.

Faça do seu jeito.


Acompanhe as diversas receitas com carne seca nas redes sociais e site, aproveite e faça as adaptações a seu gosto.

Salgados variados com Carne Seca


Conte para nós qual seu segredinho!



Por: Marcel Ramalho


quinta-feira, 3 de julho de 2014

O Croquete Para Confraternizações e Reuniões

Muitas das vezes em que recebemos alguém em casa, seja para confraternizações e reuniões, ou sejam familiares e amigos, podem ocorrer dificuldades para escolher o que servir ou a falta de tempo necessário para o preparo de algum prato.
Nessas horas, um prato pratico e que agrada a maioria dos paladares, cai muito bem, não acha?
Uma boa dica, é o delicioso Croquete de Carne Seca.


Sobre o Croquete


Com o preparo muito simples, o Croquete está em praticamente todos os bares e restaurantes especializados, e sua história não nega o favoritismo não só no Brasil, mas no mundo.
Criado na Holanda, no século XX, e encontrado em vários lugares do mundo, podendo conter carne bovina, carne suína ou mesmo de aves e peixes, ambas desfiadas ou amassadas, possibilitando a adição de queijo ou vegetais.
Inventado pelo padeiro holandês que viveu na França, o Sr. Kwekkeboom, o Croquete é uma criação baseada nos Bolinhos Franceses que usavam todos os tipos de recheios, e com o tempo o Croquete se tornou um dos salgados mais populares do mundo.


Croquete Pelo Mundo


Não só no Brasil, mas no mundo, o Croquete é muito bem aceito em reuniões, e cada país incrementa com seu ingrediente tipico:

  • Bangladesh: Batatas e carne;
  • Brasil: Carne, frango e camarão;
  • Cuba: Presunto, porco ou frango;
  • Espanha: Frango;
  • Filipinas: Purê de batatas, carne bovina e peixe;
  • Hungria: Carne;
  • Índia: Hambúrguer vegetariano;
  • Indonésia: Carne;
  • Japão: Batata, cebola, cenoura, carne suína, bovina, caranguejo ou frango;
  • México: Atum e batata;
  • Portugal: Carne bovina;
  • República Tcheca: Batata e ovo.

Receita Prática


Na intenção de ajudar a quem pretende receber amigos e familiares em casa, a PAINEIRA Alimentos produziu um vídeo com a receita do melhor de todos os Croquetes: O de carne seca.

Assista a receita no link (vídeo) e comente o que achou e como ficou a sua: https://www.youtube.com/watch?v=hSFHI-nRHVU&feature=youtu.be




Por: Marcel Ramalho





sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Escondidinho: Criação do Brasil, para o mundo!


Devido principalmente à diversidade cultural no Brasil, a culinária brasileira é uma das mais amplas no mundo. São muitas as receitas tipicamente brasileiras de doces e salgados, com os mais diversos tipos de ingredientes como carnes, legumes, temperos, verduras e até mesmo frutas.

O Escondidinho


Um dos maiores representantes da culinária brasileira e um dos pratos mais apreciados do país é o Escondidinho, também conhecido como Gratinado de Macaxeira.

Já foram desenvolvidas diversas receitas para o Escondidinho, mas, a principal e mais utilizada contém normalmente a carne seca, frango desfiado, purê de mandioca (macaxeira / aipim), manteiga de garrafa e queijo de coalho.



Um Pouquinho da História...


Também interessante e inusitada, foi a forma com a qual o Escondidinho foi inventado por dois jovens Pernambucanos, Adolfo e Norberto Canelas. Descreveram que a invenção ocorreu em um momento de fome, onde possuíam apenas a mandioca e a carne seca. Existem fontes que dizem também que foi inventado no Rio de Janeiro por um restaurante tradicional.

O prato se disseminou pelo Brasil, iniciando pelo Pernambuco, seguindo pelo nordeste inteiro, posteriormente foi bem explorado em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e hoje, o Brasil inteiro adora.

Hoje, o mundo inteiro conhece o tipicamente brasileiro Escondidinho.


E você, gosta?!

Por: Marcel Ramalho

terça-feira, 2 de julho de 2013

Dicas de Cozinha


Existem fatos básicos em relação à cozinha e à culinária que, apesar de básicas, guardam alguns segredos que melhoram ainda mais a qualidade e aparência do alimento.
Algumas dessas técnicas podem ser identificadas abaixo e são extremamento úteis para preparos sendo desde almoços básicos até os mais sofisticados pratos:


Higiene:

  • Troque a velha tábua de carne feita de madeira pela versão de plástico, pois os resíduos acumulados nos veios da madeira são focos de perigosas bactérias. 

  • Invista em um avental de corpo inteiro e uma faixa ou touca para segurar bem os cabelos
durante o preparo dos pratos.

Instrumentos:

  • Tenha sempre uma faca de oito polegadas - ótima para cortes precisos principalmente para tirar filés.

Pimentas saborosas: 

  • As pimentas, brancas ou pretas, devem ser moídas apenas na hora de usá-las, assim, ela guardará todo sabor e a qualidade que tem. 

Alface:

  • Cortadas com faca perdem muito seu valor nutritivo, portanto deixe sempre as folhas inteiras ou rasgue com as mãos. 

Batata frita crocante:

  • Antes de fritar descasque as batatas e, em seguida, as coloque de molho em água bem gelada e depois as frite em óleo bem quente. 

Arroz soltinho: 

  • O primeiro passo é lavar bem o arroz e deixá-lo escorrendo até que saia todo o excesso de água. Depois basta adicioná-lo no óleo quente e deixar que ele frite bem (em média por cinco minutos). 

Bife suculento: 

  • Logo que for ao fogo, em óleo bem quente, sele o bife, virando a carne dos dois lados. Isso ajuda a diminuir  a quantidade de água que ele solta e, conseqüentemente, deixa a carne mais "suculenta". 

Macarrão no ponto: 

  • A quantidade da água é um grande diferencial no preparo, exagere. Depois, adicione uma pequena quantidade de óleo, sal e azeite na panela. Adicione o macarrão quando a água estiver bem quente. 
Existem várias outras técnicas que podem ser destacadas. Você conhece mais alguma?




Por: Marcel Ramalho

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A origem do Cardápio


Num restaurante, o cardápio, ementa ou menu é a lista onde constam as opções (pratos, bebidas e vinhos) disponíveis para o cliente. Os itens disponíveis para o consumidor escolher podem estar agrupados em várias categorias, dependendo da hora do dia ou do evento. 
Um cardápio de café da manhã no mundo ocidental usualmente inclui ovos, torradas e/ou frutas. Cardápios de almoço e jantar, em contrapartida, incluem itens de porções de comida e entradas.

Há pelo menos duas versões acerca da origem do cardápio, menu, carta, ementa, e de quando essa lista começou a ser utilizada:
O primeiro documentado está no acervo do Museu do Palácio de Versalhes, e data de 21 de junho de 1751. Foi o menu de um Banquete oferecido pelo rei Luís XV da França à comunidade financeira. Listava 48 pratos, sopas, carnes, sobremesas. Foi desenhado pelo artista e calígrafo Brain de Sainte-Marie.

Embora não documentado, teria havido um cardápio mais antigo, conforme os alemães, que se dizem seus inventores. Em Abril de 1521, o duque Heinrich Brunswick-Wolfenbüttel fez com seus cozinheiros escrevessem num pergaminho a lista dos pratos servidos no banquete de abertura da Dieta de Worms, a qual considerou Martinho Lutero como fora da lei.  Lutero foi convocado à Dieta para desmentir suas 95 teses, no entanto ele as defendeu e pediu a reforma da Igreja Católica, entre 16 e 18 de Abril de 1521.

Célebres tornaram-se as suas palavras: "Hier stehe ich. Ich kann nicht anders". (Aqui estou. Não posso renunciar).

Um dos itens mais presentes nos cardápios brasileiros é a carne-seca, em função da grande variedade de pratos que ela proporciona. Veja a imagem abaixo e comente: para qual estado você viajaria agora?




Referência: "A Rainha que virou pizza" - José Antônio Dias Lopes - Obra sobre Gastronomia ao longo da História- 2007 - Cia.Editora Nacional

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A origem da Salada Caesar

Salada Caesar é uma variante de salada realizada com alface romana e croûtons temperados com azeite de oliva, ovo,suco de limão, molho inglês e pimenta preta. A criação dessa salada é geralmente atribuída ao chef italo americano César Cardini, em Tijuana, no México, a partir daí passou a ser conhecida nos Estados Unidos e, em seguida, mundialmente.


Existem muitas versões a respeito da origem da Caesar salad. A mais conhecida e habitualmente considerada é que a salada terá sido criada por um chef mexicano de origem italiana chamado César Cardini. Cardini, cujo sobrenome está relacionado com a culinária do famoso Hotel Peñafiel de Tehuacán, Puebla (México) viajou a Tijuana a um concurso gastronômico onde sua salada resultou premiada.


É claro que em um blog de carne-seca nós criamos a nossa versão de Salada Caesar, mas antes é interessante conhecer a versão mais famosa,  criada em uma das cidades de Tijuana ou Ensenada (México) pelo chef Livio Santini de origem italiano no final da década de 1930, na cozinha do restaurante do Hotel Caesar's, propriedade de César Cardini, também de origem italiano.


Esta versão narra como uns pilotos norte-americanos chegaram ao hotel e pediram uma simples salada, e a falta de tomates ou outros ingredientes típicos, o chef Santini seguiu uma velha receita familiar com a que sua mãe os alimentava no sul da Itália em tempos difíceis; uma salada romana, ovos, pequenos pedaços de pão fritos com azeite, queijo seco, azeite de oliva, umas gotas de molho inglesa e suco de limão. A salada foi todo um sucesso e foi denominada inicialmente como "salada dos aviadores", e com o tempo César Cardini registrou-a como própria e a internacionalizou.


Com o tempo a receita tem sido modificada para degustá-la com frango, anchovas, pão frito, bacon, camarões e muitos outros ingredientes que a enriqueceram. Fonte: wikipedia.

Salada Caesar de carne-seca 

Rendimento: 6 porções

INGREDIENTES 

* 500 g de carne-seca PAINEIRA cortado em tiras
* 1 alface americana picada 
* 1 xícara de queijo ralado 
* 2 xícaras de pão de forma ..sem casca (cortado em ..pequenos cubos e torrados)
* 12 tomates-cerejas

Molho
* ½ xícara de óleo
* ½ xícara de azeite
* 1 gema 
* 5 filés de anchovas (aliche) em conserva
* 2 colheres de sopa de maionese 
* 1 colher de sopa de mostarda
*  2 colheres (sopa) de suco de limão


MODO DE PREPARO 

Coloque a carne seca PAINEIRA cortada em tiras e já dessalgada em uma panela de pressão e deixe cozinhar por 15 minutos para ficar bem macia. Escorra todo o líquido e refogue levemente com pouquíssimo óleo.

Montagem do prato:
Coloque todos os ingredientes do molho no liquidificador, bata bem pouco, somente para unir os ingredientes.
Arrume a alface em uma saladeira, coloque a carne seca em tiras e regue com o molho, polvilhe com o parmesão ralado. Cubra com os cubos torradinhos somente na hora de servir para não amolecer. Acrescente uma colher de suco de limão e dois tomatinhos em cada porção. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Receita de Risoto de carne seca

O risotto é um prato típico italiano em que se vai gradualmente acrescentando caldo até o arroz estar cozido e não poder absorver mais líquido. É um prato típico da região do Norte da Itália. Esta receita prepara 4 porções em 50 minutos a partir da carne seca dessalgada. 

INGREDIENTES 


* 2 colheres (sopa) de manteiga
* 1 cebola ralada ou bem picada
* 2 xícara (chá) de arroz arbóreo ou carnarolli
* ½ xícara (chá) de vinho branco
* 300g de carne-seca Paineira dessalgada e desfiada
* ½ xícara (chá) de queijo parmesão
* 50g de manteiga gelada
* Caldo de legumes ou de frango (o necessário) 

MODO DE PREPARO 

Em uma panela coloque a manteiga e a cebola. Deixe refogar até que a cebola fique transparente e acrescente o arroz. 
Refogue lentamente e adicione o vinho, sempre mexendo. 

Assim que o vinho reduzir e evaporar o álcool, comece a incorporar o caldo de legumes aos poucos. 
Sempre que o caldo começar a secar, coloque mais um pouco, mexendo sempre, para que o arroz libere a cremosidade. 

Junte a carnesecae mexa por cerca de 15 a 20 minutos. Experimente o ponto do arroz e, assim que estiver al dente (firme, porém cozido), desligue o fogo, acrescente o parmesão e por último, a manteiga gelada. 
Mexa bem para homogeneizar e sirva imediatamente.

Dica: Use como acompanhamento 150g de queijo coalho cortado em cubos pequenos e fritos em óleo quente. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Canapés de carne-seca

Base: carne seca desfiada.

INGREDIENTES 


* 1kg de jerked beef Paineira
* 1 lata de azeite de oliva
* 1 cebola em flocos (desidratada) ou 1 cebola grande ralada
* Alcaparras

MODO DE PREPARO 

Dessalgue o Jerked beef Paineira e cozinhe em panela de pressão por 20 minutos. Desfie. 
Coloque a carne desfiada em um recipiente e acrescente o azeite até que fique bem úmida. 
Por fim, coloque a cebola em flocos a gosto e vá mexendo. Finalize colocando a carne em torradinhas. 

Enfeite com uma alcaparra, que completará o delicioso sabor. " 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Receita de Salada Caesar com Carne-seca

Salada com muitas versões, sua criação é geralmente atribuída ao chef italo americano César Cardini, em Tijuana, no México, a partir daí passou a ser conhecida nos Estados Unidos e, em seguida, mundialmente. Uma delícia esta versão.

Rendimento: 6 porções


INGREDIENTES 


* 500 g de carne-seca PAINEIRA cortado em tiras
* 1 alface americana picada 
* 1 xícara de queijo ralado 
* 2 xícaras de pão de forma ..sem casca (cortado em ..pequenos cubos e torrados)
* 12 tomates-cerejas

Molho
* ½ xícara de óleo
* ½ xícara de azeite
* 1 gema 
* 5 filés de anchovas (aliche) em conserva
* 2 colheres de sopa de maionese 
* 1 colher de sopa de mostarda
*  2 colheres (sopa) de suco de limão


MODO DE PREPARO 

Coloque a carne seca PAINEIRA cortada em tiras e já dessalgada em uma panela de pressão e deixe cozinhar por 15 minutos para ficar bem macia. Escorra todo o líquido e refogue levemente com pouquíssimo óleo.

Montagem do prato:
Coloque todos os ingredientes do molho no liquidificador, bata bem pouco, somente para unir os ingredientes.
Arrume a alface em uma saladeira, coloque a carne seca em tiras e regue com o molho, polvilhe com o parmesão ralado. Cubra com os cubos torradinhos somente na hora de servir para não amolecer. Acrescente uma colher de suco de limão e dois tomatinhos em cada porção. 


 Entrada para surpreender qualquer um. 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Receita de Arrumadinho de carne-seca


Esta receita faz: 4 porções
Tempo de preparo: 1 hora a partir da carne dessalgada

INGREDIENTES


* 250g de feijão de corda
* 3 litros de água
* 500g de carne-seca Paineira
* 1 cebola grande picada
* 1 pimentão vermelho
* 2 tomates cortados em cubos
* 50g de farinha de mandioca
* Sal, alho e salsinha a gosto
* Óleo (o necessário)

MODO DE PREPARO

Cozinhe o feijão em 1 litro de água com sal e reserve.
Dessalgue o charque devidamente e reserve. Refogue a carne no óleo, sem deixar
muito crocante. Acrescente a cebola, o alho, o pimentão, os tomates
e deixe refogar por cerca de 10 minutos.
Acerte o sal.
Misture esterefogado com o feijão de corda reservado e, por último, acrescente a farinha de mandioca e a salsinha.


Ofereça pimenta a seu convidado para dar um toque bem especial. 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Receita de Torta recheada de carne-seca

Prato muito apreciado nos botecos brasileiros e também em todos os lares.
Fácil de fazer e agrada a todos. 




INGREDIENTES 

Massa
- 3 ovos
- 1 xícara (chá) de gordura hidrogenada dissolvida
- 1/2 colher (sopa) de sal
- 1 e 1/2 xícar (chá) de leite
- 7 xícaras (chá) de farinha de trigo ou até dar o ponto

Recheio
- 500g de carne-seca Paineira
- 2 batatas cozidas e cortadas em cubos
- 2 colheres (sopa) de alho amassado
- 1/2 xícara (chá) de salsinha picada
- pimenta a gosto
- sal, se necessário

MODO DE PREPARO 

Dessalgue a carne-seca em uma panela de pressão por 40 min., escorra a água e desfie. Utilize o liquidificador  se preferir. Dá certo. Reserve.
Coloque as batatas para cozinhar um pouco, amolecendo-as.

Enquanto isso, bata por 5 minutos todos os ingredientes da massa no liquidificador e reserve a farinha de trigo. Coloque tudo em um recipientegrande e adicione aos poucos a farinha, misturando e depois sovando até deixar a massa uniforme. Deixe descansar por 10 min. e reserve.

Refogue os ingredientes do recheio.
Abra a massa com rolo em superfície enfarinhada, forre a forma, fure a massa com garfo; coloque todo o recheio e cubra.
Decore e pincele com as gemas.
Leve para assar em forno médio pré-aquecido até dourar.

Sirva como prato principal.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Feijoada na Laje é uma delícia

Finalmente visitamos a tão comentada Laje da Tia Léa, procurada aos sábados por aqueles que apreciam uma boa feijoada e um belo visual carioca.


Quando você for, prepare-se para sair de lá devagar, não marque outros compromissos, pois assim você  pega o por do sol maravilhoso na praia de São Conrado ou no Arpoador.
No caminho, adentrando o cotidiano da comunidade do Vidigal, você passa pelo Nós do Morro, projeto fundado em 1986, com o objetivo de criar acesso à arte e à cultura para as crianças, jovens e adultos do Morro do Vidigal e que hoje já ganhou projeção nacional, assim como a Laje da Tia Léa.
O astral é ótimo, com muita gente nas ruas, afinal é sábado, o dia está raiando e a Léa Silva já deve estar cortando a couve.

A história desta moradora do Vidigal é como da maioria dos brasileiros, de muito trabalho e desafios diários, mas temperada com muitos momentos de diversão, comida boa e... uma pitada de fama.
Fama esta conquistada com a ajuda de seus blogs de culinária, redes sociais e principalmente por suas receitas deliciosas. 
A Feijoada é uma das mais pedidas, mas Léa sempre avisa em seu perfil do facebook “Gente, tem que depositar antes senão não posso fazer”. O motivo do aviso é consequência da correria que é sua vida e da pouca ajuda que recebe para preparar os banquetes. “Não posso ficar com o prejuízo, caso desistam de vir de última hora”, explica ela.

Em Maio de 2012 a Paineira Alimentos realizou um desfaio com os seguidores da cozinheira no Facebook e ela realizou o sonho de ter um freezer em sua cozinha.



Resumindo a correria mencionada, Léa é auxiliar de serviços gerais da Câmara de Comércio França-Brasil, tem um programa de receitas na TV comunitária do bairro, atualiza suas redes sociais constantemente, envia seus convites para celebridades que admira, entre outras coisas.
Já esteve com o cônsul-geral da França, Hugues Goisbault, com Ana Maria Braga, Edu Guedes, Chef Aron e com o rapper Snoopy Dogg, seu grande ídolo, que a chamou de mãe, nos contou emocionada.
Ela ainda aguarda paciente as respostas de Barack Obama, Zeca Pagodinho, Sarkozy e Lula.



É bem frequente sair uma nota aqui e outra ali sobre a Léa nos jornais cariocas, mas quando não, pode ser bem divertido ver seus comentários no facebook, rede social que mais utiliza hoje e tem aproximadamente 4.000 seguidores/amigos/assinantes.
Entre dicas de cozinha, fotos dos seus pratos e na companhia de artistas, comentar a programação da TV é um dos seus assuntos preferidos. “Gente, é agora que o Brito vai falar quem sai da Fazenda. Ai, que droga, ele chamou o comercial! Ai, Vivi, fica!”
E vemos também que sabe aproveitar muito bem a cidade maravilhosa, “Vou cuidar da minha beleza, quero estar bonita para ver a exposição do Salvador Dali” foi uma das últimas mensagens que deixou quando postamos este texto. 
Sobre a feijoada, é mais ou menos assim: couve no ponto, laranja fresquinha, torresmo e mandiocas sequinhos. Farofa bem temperada, excelente molho de pimenta caseira. Arroz soltinho e feijão preto muito saborosos. Carne-seca Paineira e pertences diversos.
Clientes aguardando a feijoada
 
Léa (de avental) posando para as fotos 


Para quem a acompanha nas redes sociais tudo é especial quando você visita Léa Silva, pois o sabor da feijoada você sente a partir do momento que se entra no Vidigal e no cotidiano dos seus moradores. Cada motocicleta e criança correndo atrás da sua bola de futebol é um tempero saboroso. A pequena cozinha, a espera na Laje pela mesa posta. A descontração tímida da cozinheira. As fotos tiradas enquanto ela diz: está servido!

Esse é o palco, o momento da artista Léa Silva, a Léa do Vidigal.

Visite o perfil da Léa: http://www.facebook.com/lea.silva.988

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Entrevista sobre carne-seca com o presidente da Associação Nacional das Indústrias de Carne Seca

O presidente da Anics, Associação Nacional das Indústrias de Carne-seca, Rodrigo Vogel, fala sobre a carne-seca num gostoso bate-papo com a jornalista Thais Alves, do programa Soluções Criativas, da Jovem Pan.
Imperdível para quem ama carne-seca.

Neste primeiro vídeo ele ressalta a importância do produto na culinária nacional.


Na sequência é interessante saber que o Jerked-beef e o charque também trazem benefícios aos consumidores.

Para finalizar o bate-papo migra para as deliciosas receitas que o brasileiro pode preparar com carne-seca.




quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A Conservação da carne-seca


A adição de sal e especiarias para conservação de alimentos é um dos processos mais antigos descobertos pelo homem e continua até hoje na fabricação de carne-seca.  Há mais de 5 mil anos A.C. as populações nômades que até então não armazenavam alimentos e viviam em busca de locais onde a caça fosse abundante passaram a fixar residência em resultado do cultivo da terra e domesticação de animais. Surge a necessidade de conservar o alimento e o homem então aprende a salgar e secar carnes e pescados. É o último período pré-histórico, o período Neolítico.
Acredita-se que a primeira salga foi realizada enterrando-se o alimento na praia, onde a água do mar realizava a cura no alimento.

Essa técnica evita a deterioração dos alimentos durante um período e torna possível, hoje, a comercialização desses produtos sem a tradicional refrigeração e sem a perda da qualidade.

Outras técnicas são utilizadas em diversos outros produtos como a conservação de frutas com açúcar; a pasteurização, que é a conservação pelo calor; o congelamento entre outros.
O sal desidrata o alimento por osmose e cria um ambiente desfavorável à sobrevivência dos microrganismos. O bacalhau e a carne-seca são conservados por esse processo.
O período em que os alimentos se conservam em boas condições depende de muitos fatores, como a quantidade de umidade que ele conserva, a exposição ao ar e a qualidade dos produtos usados na preparação.

A produção do Jerked Beef é realizada por meio de instalações e equipamentos modernos, com salas de desossa climatizadas e esterilizadas, que permitem a manutenção da matéria-prima a temperatura entre 8º C e 15º C.

Uma das etapas mais importantes na salga do jerked beef é a tombagem, que implica na uniformização da concentração de sal em toda a espessura das peças de carne. Esta operação é imprescindível e objetiva a movimentação da carne a cada 24 horas. O número de tombos é variável, porém, não deve ser inferior a cinco.

As perdas de peso durante as etapas que envolvem desde a salga úmida (injeção por agulhas de salmoura nas mantas de carne ) até o final dos tombos é de aproximadamente de 18% para carnes gordas e acima de 20% para as carnes magras.

No final do processo de fabricação, o jerked beef  se apresenta como um produto de baixa atividade de água o que permite sua conservação em temperatura ambiente.

Agora basta dessalgar e aproveitar esta delícia

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O Chapeu do Chef de Cozinha

Que charme é o chapéu do chefe de cozinha, a Toque Blanche, em francês.
Ele é
 branco e comprido, e acredita-se que surgiu no século 16, na Europa Oriental, numa dessas situações inusitadas que a vida nos entrega.


Além da questão da higiene, pois esconde a maior parte dos cabelos, também é usado por uma questão de hierarquia. O superior na cozinha destaca-se dos seus ajudantes através do seu chapeu mais alto e imponente, postura adotada pioneiramente pelo "chef" francês Marie-Antoine Carême (1784-1833) que redesenhou os uniformes dos chefes de cozinha e adotou também a cor branca, diferente dos chapeus dos Monges, que entram nessa história bem antes dos Chefes.


A "toque blanche" (touca branca, em francês) não surgiu como moda, nem para designar hierarquia e nem com a preocupação de higiene na cozinha. Surgiu do medo, da perseguição e da necessidade de sobrevivência.
Barbaridade? Veja só.


Acredita-se que, durante o Império Bizantino, na Grécia, muitas pessoas se refugiavam em monastérios ortodoxos para fugir de invasões bárbaras e, para não serem reconhecidos, se vestiam como os monges, com longos chapéus pretos.  Muitos eram cozinheiros, aí já viu o que aconteceu, certo?
De cozinheiro a monge para salvar a própria pele e não virar "comida" de estrangeiro.


Hoje, além da tradição, usa-se a "toque blanche" também pela questão da higiene, todos, chefs e ajudantes.
Quem vê também admira, acha bonito e elegante.
E o Toque segue, entra século e sai século, com toda sua beleza e imponência.




Chef Carlos Soares, referência em Cozinha Brasileira no Exterior,

e admirador da carne-seca Paineira.








quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Feijoada é petisco no dia seguinte


Todos adoraram a feijoada mas ficaram com um gostinho de quero mais?
É fácil surpreender a todos com esta surpresa no dia seguinte.
Vá em frente e bata no liquidificador o resto da feijoada, inclusive as carnes.Numa panela aqueça o azeite, doure o alho e a cebola, refogue o feijão batido e acerte o sal.Aos poucos vá acrescentando farinha de mandioca (não torrada) sem parar de mexer.
Coloque uma colher de margarina e páprica. Mexa vigorosamente até o tutu soltar do fundo da panela. Reserve em um recipiente para esfriar.
Prepare o bolinho, passe na farinha de trigo, no ovo e por fim na farinha de rosca, e coloque para fritar com óleo morno, para não estourar o bolinho.
Sirva como aperitivo e aguarde os elogios.
Sugestão de ingredientes:
Uma porção de feijoada
2 colheres (sopa) de azeite
2 dentes de alho grande
½ cebola média picada
1 colher (chá) de páprica picante
1 colher (sopa) bem cheia de margarina
Farinha de mandioca
Farinha de trigo
1 ovo
Farinha de rosca para empanar
Óleo para fritar
Sugestão do site http://www.agoracabofrio.com